Yellow Claw

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Amesterdão e Los Angeles distam 8.900 km. Apesar da distância física, as cidades têm muito em comum e são ambas conhecidas como caldeirões de criatividade nos seus respectivos continentes. As duas cidades serviram como fortificação de base para o segundo álbum dos YELLOW CLAW, a que deram o apropriado título LOS AMSTERDAM (Mad Decent). Pela primeira vez, o duo da eletrónica holandesa — Jim Aasgier e Nizzle — gozou de uma longa estadia na Cidade dos Anjos onde dedicou o seu tempo a compor e gravar, antes de regressar a Amesterdão para as últimas afinações. O processo escolhido espelha bem a alquimia sónica que distingue este duo, fundindo na perfeição a sofisticação das pistas de dança Europeias com a textura da trap americana.

 

“Ao longo do último ano, temos pensado muito em como Los Angeles e Amesterdão são cidades muito semelhantes”, diz Jim. “Ambas bebem de muita criatividade e diversidade no que toca a géneros, pessoas e ética de trabalho. LOS AMSTERDAM representa esse espírito. Ao mesmo tempo, L.A. tem uma enorme indústria musical, cheia de compositores a trabalhar em todos os estilos. Na Europa, a indústria da música de dança está cheia de artistas a trabalhar com beats e drops. Combinar os dois universos foi sempre o nosso objectivo, há muitos anos que tentamos fundir a pop com a música de dança. Gostamos de fundir coisas. Pessoalmente, considero que o equilíbrio que alcançámos neste álbum é tudo para o qual sempre trabalhámos.”

 

Desde 2010 que os YELLOW CLAW têm vindo a conquistar terreno discretamente em direcção ao topo da cena de música de dança eletrónica. O seu álbum de estreia de Novembro de 2015, Blood For Mercy, alcançou o #1 da Heat Seekers Chart da Billboard e da Top/Dance Electronic Albums Chart e foi distinguido com um Edison Award — o GRAMMY holandês. Continha o super-êxito “In My Room” (com Ty Dolla $ign, Tyga, & DJ Mustard), que acumulou mais de 104 milhões de escutas no Spotify. O álbum destacou a propensão de ambos para a sinergia em estúdio, mesmo quando convidaram outros nomes - como Pusha T, Ty Dolla $ign, Tiesto, Flux Pavilion, DJ Mustard e muitos outros - a partilharem o seu ecossistema criativo.

 

Pelo caminho, a Rolling Stone considerou-os entre os “10 Artists You Need to Know”, ao mesmo tempo que eram aclamados pela SPIN, Dancing Astronaut e muitas outras. Apaixonaram audiências por onde passaram, desde o Tomorrowland ou o Ultra Music Festival até ao Coachella, Bonnaroo, EDC Las Vegas e o Jack Ü’s New Year’s Eve no Madison Square Garden.

 

Quando os rapazes finalmente se dirigiram para Los Angeles no início de 2016 para começarem a trabalhar em LOS AMSTERDAM, já anteviam com clareza o passo seguinte. “O processo criativo de Blood For Mercy foi um pouco caótico,” o Nils reconhece. “Trabalhávamos com pessoas de todo o lado, de forma muito pouco estruturada. Começámos a escrever canções que depois acabaram por formar um alinhamento. Desta vez não queríamos fazer isso. Queríamos mesmo demorar o tempo que fosse preciso para construir um álbum estruturado, o oposto de escrever quinze ou dezoito canções que, por coincidência, finalizámos.”

 

No final de 2016, os YELLOW CLAW desvendaram o seu mais recente trabalho através de duas colaborações com Yade Lauren: “Invitation” e “Love & War.” Alanvacados pela produção poderosa do duo e pelas texturas celestiais nas vozes, “Invitation” registou 19 milhões escutas no Spotify, enquanto “Love & War” acumulou 14,6 milhões em menos de um mês, tendo alcançado o “Top 10 Workout Songs” do Huffington Post, em de Janeiro de 2017. “Pleno de hooks robustos e uma energia contagiante, a nova música do duo reflecte uma progressão altamente consciente”.

 

“Acreditamos que "menos é mais", prossegue Jim. “No passado, se algo não funcionasse, fazíamos com que resultasse por via de horas e horas de produção. Agora, trabalhamos os materiais de forma mais crua e directa, focados na matriz das faixas, em vez de adicionar ou alterar coisas que eventualmente não resultassem tão bem.”

 

Como resultado, cada momento tem a sua própria força. O hermético “City On Lockdown” (com Juicy J & Lil Debbie) arranca com o eco industrial de linhas de montagem distópicas, que dá palco ao desabafo incendiário de Lil Debbie: “Bitch, I’m on fire. We ‘bout to burn the fucking club down”. Após uma sucessão sincopada, a super-lenda do hip-hop de Memphis, Juicy J, dispara uma linha de assinatura altamente reconhecível: “Damn right I’m trippy, ain’t no better way to be.”

 

"Lil Debbie arrasou, e eu sou um enorme fã do Juicy J", sorri Nils. "Stay Trippy” é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos. A música tem toda aquela carga da música de dança com uma linguagem muito devedora ao hip-hop. Isto é um desafio para nós.

 

“Good Day” (com DJ Snake & Elliphant) recupera as texturas da new wave dos anos 80, antes de resvalar para uma filigrana vocal da cantora e rapper sueca Elliphant. “Foi um bom dia.” A faixa marca a terceira colaboração dos YELLOW CLAW com o titã francês DJ Snake, dando sequência àquilo que se veio a tornar uma tradição.

 

"O Snake é um génio", afirma Jim. “Tem um ouvido absoluto, e verteu aqui toda a sua arte. Eu estava realmente ansioso por fazer uma canção pop com a Elliphant. Acabámos por fazer duas músicas com ela. A primeira foi uma faixa hardcore techno punk, mas depois quisemos fazer algo simplesmente belo. Foi assim que nasceu este “Good Day”.

 

Por outro lado, "Open" (com Moski & Jonna Fraser) deambula entre sintetizadores oníricos e vocalizações etéreas, ao passo que a magnética "Light Years" (com Rochelle) irradia uma energia iridescente própria.

 

Depois encontramos uma poderosa "Stacks" (com Quavo, Tinie Tempah & Cesqaux). Uma paisagem sonora bombástica que oferece um fundo perfeito para Quavo - dos Migos - e Tinie Tempah se lançarem em cadências inimitáveis, sublinhadas por um refrão contagioso.

 

"Estamos perante, e isto sem qualquer margem para dúvidas, o melhor rapper dos EUA (Quavo) e o maior rapper do Reino Unido (Tinie Tempah)", considera Nils. "É tudo o que poderíamos sonhar".

 

Posto isto, “Los Amsterdam” identifica o caminho da música eletrónica em 2017.

 

"Fazemos questão de deixar claro que não pensamos em hiatos ou em facilitismos". Prossegue: “o que estamos a fazer é para os nossos fãs, e esperamos que seja música que eles possam ouvir em bons e maus momentos, no ginásio, antes de algum momento importante ou no trabalho, sempre que o chefe não estiver a olhar. Temos sido os pioneiros neste som durante os últimos sete anos, e pretendemos continuar a sê-lo por muito, muito tempo.”